Uma breve descrição do nosso Campo de Evolução

Uma breve descrição do nosso Campo de Evolução

Quando o SER CÓSMICO, que exotericamentente é chamado DEUS e esotericamente é denominado LOGOS SOLAR, decidiu mudar o seu estado de ser, para dar mais um passo grandioso em sua escalada evolutiva cósmica e viver mais um ciclo de sua excelsa vida, ou seja, encarnar fisicamente, ELE organizou a matéria prima cósmica à sua disposição em sete diferentes tipos de átomos, variando em sete graus de densidade e consequentemente em sete níveis de frequência (capacidade de vibrar) e de velocidade. Quanto mais sutil, maior energia, maior frequência e maior velocidade, decaindo todas essas propriedades à medida que o átomo foi se tornando mais denso, até a nossa matéria física, na qual vivemos e evoluímos, quando encarnados.

A construção dos átomos de uma determinada densidade sempre é a partir dos átomos de uma densidade imediatamente menor, de tal forma que os átomos da nossa matéria física são formados por um aglomerado bem definido e organizado de átomos da matéria mais sutil, denominada matéria divina ou adi.

De forma resumida e não detalhada, vamos descrever o processo de construção dos sete tipos de matéria, que constituem o palco da nossa evolução, neste grande ciclo. A descrição detalhada ficará para mais tarde, mas no momento é necessário um pouco de conhecimento da estrutura da matéria, para a compreensão inicial do que seja o FOGO e seus processos de diferenciação e propagação.

Inicialmente o nosso LOGOS SOLAR apropriou-se de uma quantidade que, embora não seja infinita, é todavia incomensuravelmente grande, de átomos colocados à sua disposição. Não vamos falar agora de QUEM dispôs esses átomos, para não complicar as coisas.

Para se ter uma ideia do número que expressa essa quantidade, se pudermos imaginar o que seja um decilhão, o número 1 seguido de 33 zeros, esse número é irrisório comparado com o número de átomos que o LOGOS SOLAR apropriou para si. É possível matematicamente estimar esse número.

Após a apropriação, o LOGOS infundiu nesses átomos as suas três qualidades principais: VONTADE, na forma de inércia ou tamas, a capacidade de manter o modo de ser ou resistir à alteração, ATIVIDADE ou rajas, a capacidade de vibrar ou de se movimentar e RITMO ou AMOR, sattwa, a capacidade de vibrar de forma ritmada, harmoniosa e não desordenada. Essas três qualidades impostas aos átomos são chamadas gunas.

A infusão das qualidades ou gunas nos átomos é feita por um ato de Vontade do LOGOS. Nesse processo ELE dosou-as nas proporções aproximadas de 50%, 30% e 20%, havendo permutação delas, de tal forma que foram geradas 7 especializações denominadas de raio, porque o átomo responde preferencialmente à energia de seu raio. Por exemplo, o do 1º raio tem 50% de tamas, 30% de sattwa e 20% de rajas. Essa diferenciação, entre muitas outras aplicações, é que permite a transferência das 3 energias (FOGOS) básicas de uma modalidade da matéria para outra, como também a excitação dos átomos diretamente pela MÔNADA. Essa matéria inicial é chamada plano adi ou divino.

Em seguida o LOGOS agrupou uma quantidade definida desses átomos em 6 diferentes modalidades. Cada partícula da 1ª modalidade continha um determinado número de átomos, dispostos numa certa geometria e mantendo entre si um relacionamento energético precisamente calculado. Em consequência desse agrupamento de átomos, a capacidade de vibrar e a velocidade dessas partículas ficaram reduzidas. Essa limitação de capacidade chama-se Tamatra, que quer dizer a medida d’AQUELE. Essa modalidade chamou-se subplano subatômico ou 2º subplano, sendo o subplano atômico ou 1º subplano o conjunto dos átomos livres.

Depois o LOGOS reuniu aglomerados dessas partículas, também em geometria definida, número determinado e certa relação energética entre si e assim construiu a 2ª modalidade, de maior densidade, denominada 3º subplano.

Sucessivamente ELE organizou as demais modalidades, até concluir o 7º subplano, o mais denso, constituído de partículas ou moléculas com maior número de átomos. Dessa forma passaram a existir sete divisões ou subplanos da matéria do plano divino ou adi

As moléculas dos subplanos abaixo do atômico também estão divididas entre os 7 raios, conforme a preponderância de átomos desse ou daquele raio.

Em seguida o LOGOS, usando átomos adi em grupos de 70, provocou vórtices na matéria do 7º subplano adi, qualificou esses vórtices, sempre levando em conta os 7 raios e assim construiu os átomos da matéria chamada monádica ou anupadaka. Pelo mesmo processo empregado na construção das 6 divisões ou subplanos da matéria adi, ELE organizou 6 divisões da matéria monádica, passando a existir também sete divisões ou subplanos, com as mesmas denominações da matéria adi. Dessa forma ficou constituído o plano monádico ou anupadaka.

Assim, por essa técnica, foram construídas as matérias dos planos espiritual ou átmicointuicional ou búdico, mental, emocional ou astral e físico, todos com 7 divisões ou subplanos, sempre utilizando 70 átomos do plano imediatamente menos denso, pela provocação de vórtices na matéria do 7º subplano, para formação do átomo do plano mais denso seguinte.

Qualquer que seja o átomo, sempre ele tem a forma espiralada, mais ou menos esférica, com uma pequena depressão na parte superior e uma pequena ponta na parte inferior.

É de máxima relevância que fique bem clara a concepção das 7 divisões de átomos quanto à densidade como das 7 divisões quanto ao raio, totalizando 49 tipos de átomos.

As partículas, que podemos chamar de moléculas, das divisões abaixo da atômica também obedecem à divisão segundo o raio. A classificação é de acordo com o número de átomos predominantes de um determinado raio, que constituem a molécula.

Todos os átomos e moléculas de todas as divisões, desde a matéria adi até à matéria física, coexistem no mesmo espaço, estando todos eles ao nosso redor e nos interpenetrando, à semelhança dos neutrinos, essas partículas descobertas pelos físicos e intensamente pesquisadas e que nos atravessam continuamente aos milhões da cabeça aos pés, sem que sintamos a sua presença.

Todavia as partículas mais sutis afetam as mais densas, no processo de transferência de energia.

Assim como o fóton, que para os físicos é simultaneamente partícula e onda, ao entrar no elétron, energiza-o, fazendo com que ele aumente a velocidade e se liberte da atração do núcleo do átomo químico,também as partículas mais sutis transferem energia para as mais densas, penetrando nelas.

Concluindo, temos agora uma visão sucinta do nosso campo de evolução. Pelo relacionamento com esse campo, em todas as modalidades de matéria, através dos sentidos, mecanismos de entrada das informações e do conhecimento na nossa consciência e dos mecanismos de ação, que permitem a saída das informações que a nossa consciência engendrou, atuamos no meio exterior e somos por ele atuados. Para todas as modalidades de matéria existe um corpo ou veículo para esse relacionamento.

Pela distribuição das partículas constituintes dos nossos veículos físico-etérico, astral e mental inferior, segundo a densidade e o raio, em consequência da imensa quantidade de interações e reações entre si e com as energias exteriores, é que a nossa personalidade é definida. A atuação da MÔNADA via Alma, ao longo das muitas encarnações e experiências, vai controlando esses corpos, substituindo as partículas mais densas pelas mais sutis e ampliando as qualidades dos raios. Eis o objetivo do processo evolutivo: o domínio total de todos os planos, subplano a subplano, para que a Mônada possa expressar toda a sua divindade em qualquer plano. Pelo controle completo dos nossos veículos chegaremos ao controle completo do meio exterior. A sentença CONHECE-TE A TI MESMO deve ser acrescida de DOMINA-TE A TI MESMO .

Pela constituição dos átomos e moléculas dos planos, todos formados por átomos divinos, vemos, racionalmente, que DEUS está realmente em nós e em tudo o que existe materialmente, deixando de ser uma simples questão de fé cega, mas sim de certeza científica e lógica.


Deus, O Uno Absoluto Infinito

Mestre Tibetano, no livro Tratado sobre Fogo Cósmico, escrito pela Sra. Alice A. Bailey, na página 972, diz textualmente: O Espírito e a matéria nunca estão dissociados durante a manifestação; constituem a dualidade que está por trás de todo o objetivo. Sem embargo algum fator é responsável por ela – aquele que não é Espírito nem matéria, considerado como inexistente por todos, exceto pelo iniciado. Na 3ª iniciação, o iniciado tem um lampejo de luz a respeito desta abstração e quando recebe a 5ª iniciação terá captado bastante para permitir-lhe dedicar-se com afinco a desvendar seu segredo .

Como já tinha dúvidas a respeito da dualidade Espírito-matéria e nunca aceitei a ideia de que DEUS é apenas Espírito, muito menos o DEUS dos religiosos, passei a meditar profundamente nas informações do Mestre Tibetano.

Cheguei então a uma conclusão, que passo a descrever.

Inicialmente determinadas premissas devem ser estabelecidas.

DEUS é infinito e, pelo princípio matemático da unicidade do infinito, é único e uno, sendo portanto absoluto.

Sendo infinito, nada por ser criado, na acepção de haver surgido do nada, simplesmente porque se algo fosse criado num dado instante, no instante imediatamente anterior esse algo não existia, o que é um absurdo, porque negaria a infinitude de DEUS, pois faltava esse algo a ELE.

No infinito não existem os conceitos de espaço e de tempo, pois, sendo DEUS infinito, é onipresente, logo para ELE não há distância, não havendo distância, não há espaço nem tempo.

Como não pode haver vazio em DEUS, ELE tem a propriedade da continuidade.

Todas as possibilidades de estados de ser existem em DEUS, ao infinito. Nada mais pode ser criado, em decorrência desse fato. Esses estados de ser existem NELE ao infinito e simultaneamente, uma vez que para ELE não existe o tempo.

Em decorrência desse raciocínio, o que é chamado manifestação ou criação de DEUS, na realidade é o conjunto de estados de ser DELE, não existindo nem criação no sentido de haver surgido do nada, nem manifestação no sentido de exteriorização, porque ELE não pode sair de Si Mesmo, o que seria um absurdo.

Assim, Espírito ou Mônada e matéria são dois estados de ser, opostos, de DEUS, ou seja, Mônada é DEUS e matéria é DEUS, em estados de ser diferenciados e simultâneos. Há também um terceiro estado de ser, chamado consciência, resultante do relacionamento entre Mônada e matéria.

DEUS no estado de ser como Mônada possui consciência de individualidade, ou seja, autoconsciência e como matéria, apenas consciência.

Isto significa que ELE, como Mônada, considera-se finito e com poderes limitados. Como existe diferenciação (Mônada e matéria), para a Mônada existe tempo e espaço, como estados de consciência, decorrentes do relacionamento com a matéria, uma vez que há referencial para espaço e tempo.

DEUS possui infinitos estados de ser como Mônadas bem como infinitos estados de ser como matéria.

Percebem aí, claramente, a trindade de DEUS: Mônada, o Pai, a Vontade – matéria, a Atividade Inteligente – consciência, o Filho, o Cristo, o Amor-Sabedoria, gerado pela relação Mônada (Pai) -matéria (Mãe).

DEUS, no estado de ser como Mônada, repete o processo de assumir estados de ser como Mônada e matéria, sendo que essas Mônadas, subestados de ser da Mônada Pai, acham-se mais limitadas e com poderes mais reduzidos. Assim, o processo de Mônadas, subestados de ser, adquirirem subestados de ser cada vez mais limitados e com poderes cada vez mais reduzidos, prossegue até chegar ao nosso Logos Cósmico, nosso Logos Solar e nós, Mônadas humanas e às Mônadas Dévicas.

Por esse raciocínio, todo ser humano encarnado, é um estado de ser de DEUS, em um número incomensuravelmente grande de divisões de estados de ser.

Todas as Mônadas humanas, encarnadas ou não, qualquer que seja o nível de evolução, de um santo ou de um criminoso, sem exceção, são o Logos Solar, em um número imenso de estados de ser e tendo a autoconsciência de individualidade, que é conferida ao estado de ser chamado Alma, por ocasião do processo de individualização, na 3ª sub-raça da raça Lemuriana, conforme o Mestre Tibetano descreve no livro Tratado sobre Fogo Cósmico, página 570.

Podemos ter uma ideia mais clara do que seja estado de ser, analisando as propriedades da água em seus estados sólido, líquido e gasoso. No estado sólido, a água é dura. No estado líquido ela é fluida e adquire a forma do recipiente que a contém. No estado gasoso, o de maior liberdade para a água, ela é dinâmica, exerce pressão sobre as paredes do recipiente que a contém e pode executar trabalho, como nas turbinas geradoras de eletricidade e nos navios. As propriedades são diferentes, mas sempre será a mesma água.

Estando bem caracterizado, por lógica e raciocínio puros, que tudo é DEUS em infinitos estados de ser, vamos começar a estudar a matéria. É consenso entre os físicos que há fundamentalmente dois tipos de partículas: os férmions, que constituem a chamada matéria densa, como elétronsprótonsnêutrons e quarks e os portadores de energia, chamados bósons, como os fótons e os glúons.

Mas quem é responsável pela energização dos bósons, quem fornece a sua energia. Sabemos que cada bóson ou fóton tem um quantum de energia, mas de onde vem essa energia?

Fica evidente que os bósons são relacionadores. Logo eles fazem o trabalho do Filho ou do Cristo, sob o ponto de vista maior do estado de ser de DEUS como matéria. Como o Cristo relaciona a Mônada com a matéria, em muitíssimas relações, deduzo que quem fornece a energia para os bósons é a Mônada. No caso do nosso mundo fenomênico, é a Mônada do nosso Logos Solar.

Dessa forma chegamos ao assunto Fogo, tema principal do Mestre Tibetano no livro Tratado sobre Fogo Cósmico. No próximo estudo prosseguiremos com esse tema.

Que a Paz do Senhor Cristo fique com todos. Que todos vejam a Máxima Luz da Razão Pura.

GN

Fonte: Tratado sobre Fuego Cósmico, do Mestre Djwal Khul, pela Sra. Alice A. Bailey, em espanhol, da Fundação Lucis e distribuído por editorial Kier, Buenos Aires, Argentina. É livre a divulgação dos artigos e estudos, desde que seja mencionada a sua fonte e não seja para fins lucrativos – http://www.ceomt.dk.nom.br

Fonte: https://www.encontroespiritual.org/ceomt/ceomt-consideracoes.html

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