A superação das crises

Quando você adota o hábito de primeiro questionar suas posições errôneas ocultas e suas reações destrutivas no momento em que algo indesejável se põe em seu caminho, e, além disso, se abre plenamente à verdade e à mudança, sua vida muda radicalmente. O sofrimento menos frequente, e o bem-estar se firmará cada vez mais como um estado natural. O desenvolvimento pode então prosseguir num ritmo suave, sem trancos nem barrancos, a fim de quebrar as estruturas negativas na essência da alma.

Discutimos os aspectos negativos da autoperpetuação. Sem dúvida, porém, ela existe primeiramente no aspecto positivo. Consideremos o amor. Quanto mais você amar, mais dará origem a sentimentos de amor autênticos, sem empobrecer a você mesmo e aos outros. Você se dá conta de que , pelo fato de distribuir, não tira nada de ninguém . Pelo contrário, mais você e os outros receberão . Você descobrirá modos novos, maneiras mais profundas, variações inúmeras em dar amor e em recebê-lo, estanto em sintonia com esse sentimento universal. A capacidade de sentir e expressar amor desenvolver-se-á num movimento sempre crescente, autoperpetuador.

O mesmo acontece com qualquer outro sentimento e atitude construtivos. Quanto mais significativa, construtiva, plena e prazerosa for sua vida, mais ela criará esses atributos. É um processo sempre contínuo, infindável, de expansão e autoexpressão constantes. O princípio é exatamente o mesmo da autoperpetuação negativa. A única diferença é que o processo positivo é infinito.

Ao estabelecer contato com sua sabedoria, beleza e alegria inatas e permitir que se desenvolvam, elas se ampliarão por si mesmas. A autoperpetuação assume a direção quando essas energias são liberadas e quando seu acesso à consciência é permitido. A realização inicial desses poderes requer esforço, mas no momento em que o processo começa a fluir, ele dispensa o esforço. Quanto mais qualidades universais você criar, tanto mais haverá para criar.

Seus próprios potenciais para sentir a beleza, a alegria, o prazer, o amor, a sabedoria e a expressão criativasão infinitos. Novamente, as palavras foram ditas, ouvidas e registradas. Mas até que ponto você sabe que isso é uma realidade? Até que ponto você acredita que seu potencial íntimo é gerador, é feliz e vive a vida infinita? Quanto você acredita nos seus recursos para resolver todos os seus problemas? Quanto você confia nas possibilidades que ainda não estão manifestas? Até que ponto você aceita como verdade que novas perspectivas de você emsmo podem ser descobertas? Até que ponto você acredita realmente que pode cultivas qualidades de tranquilidade combinada com excitação, de serenidade a par da aventura, através das quais a vida se torna uma corrente de experiências maravilhosas, embora as dificuldades iniciais ainda precisam ser superadas? Até que ponto você realmente acredita em tudo isso meu amigo?

Faça a você mesmo essa pergunta. Enquanto apenas afagar essa crença, você continuará desesperançado, deprimido, temeroso e ansioso, enredado em conflitos aparentemente insolúveis com você mesmo e com os outros. Este é um sinal de que ainda não acredita nisso verdadeiramente, meu caro, é porque existe algo em seu interior a que você se agarra desesperadamente. Você não quer expor esse algo porque não quer abandoná-lo nem mudar.

Isto se aplica a cada pessoa em particular, a cada indivíduo que está neste mundo. Pois, quem não tem “noites escuras” que deve suportar? Alguns têm muitas pequenas “noites escuras” que vão e que vêm, ou suas “noites escuras” são cinzentas. Podem não estar numa grande crise num dado momento, mas a vida é cinzenta e flutua relativamente pouco. Mas há também os que já prepararam seu caminho para sair desse estado cinzento. Não querem mais ficar satisfeitos com uma segurança relativa com respeito às crises. No fundo deles próprios, eles querem passar por uma convulsão temporária para chegar a um estado mais desejável e permanente. Desejam concretizar seu potencial de uma alegria e autoexpressão mais profundas. Então as “noites escuras” se tornarão mais circunscritas, vividas em meio a períodos flutuantes de convulsão e alegria, ou, em algumas vidas, agrupadas em episódios mais fortes. A escuridão total, a perda, a dor e a confusão se alternam com picos de luz dourada, levando a uma esperança justificada de um estado de felicidade final, ininterrupto.

do livro: O Caminho da Transformação – Eva Pierrakos. Trecho do Capítulo 11 – O sentido espiritual da crise.

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